terça-feira, 7 de outubro de 2014

ASA MinasÁGUA PARA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS: ESPERANÇA PARA AS FAMÍLIAS AGRICULTORAS: Vida e Vozes dos Povos do Semiárido Início Quem somos Semiárido Mineiro Programas Unidades Gestoras Comunicação Contato 12.8.13 ÁGUA PARA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS: ESPERANÇA PARA AS FAMÍLIAS AGRICULTORAS Por Júnia Gonçalves - Comunicadora Popular ASA/CAV Valter Lemos de Matos e sua esposa Andrelina de Matos Souza moram com seus dois filhos, Patrícia Lemos de Matos e Wagner Lemos de Matos, na comunidade rural de Morro Branco, que fica a aproximadamente 12 quilômetros do município de Chapada do Norte (MG). Esta é uma das famílias da região que enfrentaram constantes dificuldades de acesso à água. Na propriedade de aproximadamente 6 hectares em que mora, a família sempre plantou feijão, arroz, milho, mandioca, cana de açúcar, amendoim, entre outros. Com o passar dos anos, a água da região diminuiu e o mesmo aconteceu com a produção. A família conta que, por muitas vezes, foi preciso andar grande distância para buscar água até para o consumo da casa. Estes fatos sempre representaram obstáculos para a produção de alimentos na propriedade, embora a família não tenha desistido do cultivo. A falta de apoio no campo, juntamente com as dificuldades para produzir, fizeram com que Valter precisasse migrar para outras regiões em busca de condições para sustentar a família. Anualmente, ia para a colheita de café, corte de cana de açúcar ou construção civil, enquanto sua família permanecia na roça cuidando da propriedade. Em 2003, o Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV), unidade gestora do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) pela Articulação no Semiárido (ASA), construiu na propriedade uma cisterna para captação e armazenamento da água da chuva, com capacidade de 16 mil litros. Andrelina e Valter contam que com esta cisterna não foi preciso mais buscar água para o consumo da casa na época da seca. Outra grande transformação na vida da família veio com o acesso à água para produção de alimentos a partir de 2009. Cultivando a terra e colhendo resultados O primeiro apoio para que a família tivesse a água para produzir alimentos veio em 2009 através da Cáritas Diocesana de Araçuaí, unidade gestora do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), também pela ASA. Na propriedade foi construída uma cisterna-calçadão com capacidade para armazenar 52 mil litros de água da chuva. Com este apoio eles puderam ter no quintal uma horta agroecológica com verduras e hortaliças frescas para o consumo. Em 2012, o CAV inicia em Morro Branco ações de acesso e gestão da água para além da cisterna do P1MC, como cercamento de nascentes, construção de barraginhas e bacias de contenção e cursos, com apoio de organizações internacionais. A família de Andrelina foi uma das beneficiadas com estas ações, e a construção de uma barraginha no seu quintal possibilitou ampliar a produção. A família conta com alegria que atualmente cultiva alface, repolho, couve, almeirão, salsa, cebola, mostarda, pepino, cenoura, beterraba, abóbora, ervilha, dentre outros. Dessa forma, além de melhorar a alimentação da família, o excedente é vendido na feira livre de Chapada do Norte. Por serem feirantes também conseguiram outros benefícios por meio do Programa de Apoio às Feiras Livres desenvolvido pelo CAV, como a compra conjunta de esterco e assistência técnica, o que tem contribuído para fortalecer ainda mais a produção. Valter, que há 25 anos migrava, em 2013 permaneceu junto de sua família, pois além de ter água para produzir, ele está trabalhando nas comunidades de Chapada do Norte como pedreiro na construção de cisternas de 16 mil litros pela ASA. A família acredita que com a cisterna de placa, a cisterna-calçadão e a barraginha, eles terão água para produzir alimentos durante todo o período da seca. O casal também ressalta a importância dos programas da ASA e do quanto aprenderam com este processo. Afirmam que além de terem água e alimentos saudáveis para consumir, a horta também possibilita a geração de renda. A família percebe que também foi fundamental o apoio e a assistência técnica continuada realizada pelo CAV. Segundo Valter, todas estas ações juntas têm trazido melhorias e novas esperanças para os agricultores e agricultoras. Em 2013, mais famílias do município de Chapada do Norte, assim como de Berilo e Francisco Badaró, serão contempladas com tecnologias de captação e armazenamento de água da chuva para produção de alimentos e processos de formação através do P1+2. A partir do patrocínio da Petrobras, o CAV se tornou uma das Unidades Gestoras Territoriais deste programa pela ASA, e construirá nestes municípios 270 tecnologias. Estas ações irão contribuir para a melhoria da qualidade de vida de agricultores (as) no Vale do Jequitinhonha, assim como aconteceu com a família de Valter e Andrelina. Postado por ASA Minas às 11:10 Nenhum comentário: Postar um comentário Postagem mais recente Postagem mais antiga Início Assinar: Postar comentários (Atom) FOTOS DO SEMIÁRIDO MINEIRO Ouça - Programas de Rádio criados no III Módulo da Escola de Comunicadores do Semiárido A FLD ESTÁ APOIANDO A ESCOLA DE COMUNICADORES POPULARES DO SEMIÁRIDO MINEIRO A FLD ESTÁ APOIANDO A ESCOLA DE COMUNICADORES POPULARES DO SEMIÁRIDO MINEIRO AGENDA ASA MINAS Reunião ASA Minas - Fórum do Norte e do Vale - 20 e 21 de Agosto 2013 - Rio Pardo de Minas Encontro de Animadores/as sociais da ASA - 22 e 23 de Agosto 2013 - Porteirinha EM BREVE O BLOG DA ASAMINAS SERÁ RENOVADO... AGUARDEM!!! 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12.8.13

ÁGUA PARA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS: ESPERANÇA PARA AS FAMÍLIAS AGRICULTORAS

Por Júnia Gonçalves - Comunicadora Popular ASA/CAV



Valter Lemos de Matos e sua esposa Andrelina de Matos Souza moram com seus dois filhos, Patrícia Lemos de Matos e Wagner Lemos de Matos, na comunidade rural de Morro Branco, que fica a aproximadamente 12 quilômetros do município de Chapada do Norte (MG). Esta é uma das famílias da região que enfrentaram constantes dificuldades de acesso à água.
Na propriedade de aproximadamente 6 hectares em que mora, a família sempre plantou feijão, arroz, milho, mandioca, cana de açúcar, amendoim, entre outros. Com o passar dos anos, a água da região diminuiu e o mesmo aconteceu com a produção. A família conta que, por muitas vezes, foi preciso andar grande distância para buscar água até para o consumo da casa. Estes fatos sempre representaram obstáculos para a produção de alimentos na propriedade, embora a família não tenha desistido do cultivo. A falta de apoio no campo, juntamente com as dificuldades para produzir, fizeram com que Valter precisasse migrar para outras regiões em busca de condições para sustentar a família. Anualmente, ia para a colheita de café, corte de cana de açúcar ou construção civil, enquanto sua família permanecia na roça cuidando da propriedade.

Em 2003, o Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV), unidade gestora do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) pela Articulação no Semiárido (ASA), construiu na propriedade uma cisterna para captação e armazenamento da água da chuva, com capacidade de 16 mil litros. Andrelina e Valter contam que com esta cisterna não foi preciso mais buscar água para o consumo da casa na época da seca. Outra grande transformação na vida da família veio com o acesso à água para produção de alimentos a partir de 2009.

Cultivando a terra e colhendo resultados

O primeiro apoio para que a família tivesse a água para produzir alimentos veio em 2009 através da Cáritas Diocesana de Araçuaí, unidade gestora do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), também pela ASA. Na propriedade foi construída uma cisterna-calçadão com capacidade para armazenar 52 mil litros de água da chuva. Com este apoio eles puderam ter no quintal uma horta agroecológica com verduras e hortaliças frescas para o consumo.
Em 2012, o CAV inicia em Morro Branco ações de acesso e gestão da água para além da cisterna do P1MC, como cercamento de nascentes, construção de barraginhas e bacias de contenção e cursos, com apoio de organizações internacionais. A família de Andrelina foi uma das beneficiadas com estas ações, e a construção de uma barraginha no seu quintal possibilitou ampliar a produção. A família conta com alegria que atualmente cultiva alface, repolho, couve, almeirão, salsa, cebola, mostarda, pepino, cenoura, beterraba, abóbora, ervilha, dentre outros. Dessa forma, além de melhorar a alimentação da família, o excedente é vendido na feira livre de Chapada do Norte. Por serem feirantes também conseguiram outros benefícios por meio do Programa de Apoio às Feiras Livres desenvolvido pelo CAV, como a compra conjunta de esterco e assistência técnica, o que tem contribuído para fortalecer ainda mais a produção.
Valter, que há 25 anos migrava, em 2013 permaneceu junto de sua família, pois além de ter água para produzir, ele está trabalhando nas comunidades de Chapada do Norte como pedreiro na construção de cisternas de 16 mil litros pela ASA. A família acredita que com a cisterna de placa, a cisterna-calçadão e a barraginha, eles terão água para produzir alimentos durante todo o período da seca. O casal também ressalta a importância dos programas da ASA e do quanto aprenderam com este processo. Afirmam que além de terem água e alimentos saudáveis para consumir, a horta também possibilita a geração de renda. A família percebe que também foi fundamental o apoio e a assistência técnica continuada realizada pelo CAV. Segundo Valter, todas estas ações juntas têm trazido melhorias e novas esperanças para os agricultores e agricultoras.
Em 2013, mais famílias do município de Chapada do Norte, assim como de Berilo e Francisco Badaró, serão contempladas com tecnologias de captação e armazenamento de água da chuva para produção de alimentos e processos de formação através do P1+2. A partir do patrocínio da Petrobras, o CAV se tornou uma das Unidades Gestoras Territoriais deste programa pela ASA, e construirá nestes municípios 270 tecnologias. Estas ações irão contribuir para a melhoria da qualidade de vida de agricultores (as) no Vale do Jequitinhonha, assim como aconteceu com a família de Valter e Andrelina.

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