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Por que a falta de água em São Paulo é alarmante — e a culpa não é só do calor recorde e da seca
dom, 02/02/2014 - 09:09
Atualizado em 02/02/2014 - 09:13
A redução dos níveis de água do reservatório da Cantareira aos irrisórios 22% de sua capacidade é motivo de atenção e preocupação. É a primeira vez que se registram níveis tão baixos no reservatório responsável por 45% de atendimento da Região Metropolitana de São Paulo, RMSP. A responsabilidade dos preocupantes índices, segundo o governo, é a falta de chuvas que faz deste o verão o mais seco desde 1984. Altas temperaturas batem recordes sobre recordes. Campanhas para racionamento já começam a circular nos meios de comunicação, com o inevitável apelo para o controle do uso de água.
Mas nem tudo pode ser jogado nas costas das donas de casa ou nas condições do clima. Há fatores muito mais preocupantes, que podem nos colocar diante de risco iminente de escassez de água por um bom tempo.
Para compreender o fornecimento de água casa a casa na megametrópole é preciso compreender como funciona o abastecimento. Vamos tratar do Sistema Cantareira, responsável por 45% do fornecimento de água na região metropolitana, que atende aproximadamente 9 milhões de habitantes.
O Sistema Cantareira é formado pelos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Há ainda os rios que complementam o sistema, o Atibainha e alguns afluentes do sul de Minas Gerais, região de Extrema. Estes rios formam o Sistema Cantareira, estruturados num complexo de emaranhados tuneis, canais e reservatórios chegando até a represa Paiva Castro. Nesta área de captação das águas para o abastecimento residem 5,2 milhões de habitantes que também utilizam estas águas para consumo, somando o total de 59 municípios.
Sua gestão é conduzida pela Agência Nacional de Águas, ANA, em parceria com os Comitês de Bacia, órgãos colegiados com representação da sociedade civil.
Em 2004, a ANA outorgou o Sistema Cantareira partilhando o uso da água entre a região de Campinas, Jundiaí, Atibaia e Extrema e a Região Metropolitana de São Paulo. Desta outorga, ficou pactuado que a RMSP receberia 33 metros por segundo de água potável, regime este válido por 10 anos.
Além da disposição do recurso hídrico para abastecimento, a região produtora de água (Campinas, Piracicaba, Jundiaí, Atibaia e Extrema) ficou responsabilizada por melhorias das condições ambientais da bacia hidrográfica, como por exemplo, a redução de perdas físicas, o desassoreamento dos cursos d’água, coleta e tratamento de esgotos, reuso de água, reflorestamento de cabeceiras, e cobrança pelo uso da água.
É nesta região de Campinas, Piracicaba, Jundiaí, Sumaré que as principais montadoras de veículos e fornecedoras de autopeças se instalaram a partir de 1997. Honda, Mercedes Benz, Hyundai e Toyota formam hoje o chamado “ABC Caipira”, que requer no seu processo produtivo alta demanda de consumo de água.
Na outorga do Sistema Cantareira, em 2004, a previsão de aumento de consumo de água era da ordem de 2% para o “ABC Caipira”. Porém, com o boom de desenvolvimento e atração de novos empregos, o crescimento já em 2014 é da ordem de 4%. A administração municipal das cidades de Campinas, Sumaré, Piracicaba e região fizeram a lição de casa estabelecida na outorga. Coleta, tratamento de esgoto, cobrança pelo uso da água foram políticas adotadas por diferentes governos destes municípios, colocando-os em condições privilegiadas na prestação de serviços ambientais.
Já a RMSP ficou para trás no processo de cumprimento das prerrogativas estabelecidas em 2004. De responsabilidade da SABESP, as tarefas de cobrança pelo uso, reuso da água, coleta e tratamento de esgotos ficaram a desejar. Com capital misto, a Sabesp e seus acionistas preferem a jogatina nos cassinos de apostas da Bolsa de Nova York à canalização e tratamento de esgotos, proliferando o fétido odor característico dos corpos d’água na capital.
Hoje a RMSP perde 7 m³ por segundo de água potável no sistema de distribuição. A acusação que pesa sobre a SABESP é que a velha rede de distribuição e a falta de manutenção levam a perdas diárias irreparáveis.
Nas circunstâncias atuais, a tendência, diante dos grupos de pressão da região do “ABC Caipira” e a inércia da SABESP, é que a crise que passa hoje o Sistema Cantareira tende-se a agravar, seja pela falta de chuva, seja pela desatenção com a gestão do recurso escasso na RMSP. Enquanto a disputa pela água se acirra, a SABESP faz propagandas infantiloides com conteúdo ambiental ínfimo. Acordou tarde para o problema. A SABESP patina na gestão hídrica ambiental, desinforma e não aponta saída para o rodízio de abastecimento inevitável. Já era tempo de prever ondas de calor e estiagens. A resposta que a SABESP apresenta é jogar nas costas da sociedade a responsabilidade pela escassez.
Comentários
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Reaproveitamento da água da chuva x Enchentes!
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Prometida para o ano passado, a reativação da Usina Edgard de Souza, em pleno Rio Tietê, era uma das apostas do governo estadual para reduzir o mau cheiro do rio e a formação de espuma no curso d'água após a Grande São Paulo. Inaugurada em 1901, a usina é a mais antiga hidrelétrica a operar no Brasil. O reinício dos trabalhos estava prometido para 2011, mas, segundo a Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae), não há mais previsão para a obra sair.
1. Qual é a história da Barragem Edgar de Souza?
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28 de Maio de 2003.
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28/01/2014 14:38:00Por: Rafaela Vendramini
O acumulado de chuva está abaixo do normal em todo o Estado de São Paulo neste Verão. Esse tempo mais seco prejudicou os reservatórios de abastecimento de água na capital paulista, a pior situação é no Sistema Cantareira, que está com o menor nível dos últimos 10 anos. As represas desse sistema ficam entre a cidade de São Paulo-SP e o sul de Minas Gerais, na região da rodovia Fernão Dias, e elas estão com um armazenamento de apenas 22% da capacidade. Segundo a Sabesp 2014 tem o menor volume de chuva dos últimos 84 anos.
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ÁGUA É UM RECURSO FINITO Rio
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O sistema de abastecimento deve ser tão importante como do reuso de agua consumida. O Sistema de abastecimento tem contar com tanques para aguas das chuvas. Tanques para só controlar enchente porque não para abastecimento.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tiet%C3%AA
B – Preocupar-se com parte da vida em um sistema sustentável, na natureza, na economia, para saúde, com amizades, na alimentação faz parte natural de cada um.[...]ver mais
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Captação no Rio São Lourenço
Água pelo pescoço.
Umberto Cordani, um dos mais importantes geólogos do país, ex-diretor do Instituto de Geociências da USP, e coordenador de um livro patrocinado pelo MEC, publica a certas páginas sobre águas subterrâneas uma advertência sobre o lençol freático do município de São Paulo. Estimativas davam como 50% das águas desse lençol serem provenientes de vazamentos da SABESP. Esse dado é de suma importância para obras de Engenharia na cidade, pois esses vazamentos provocam enorme distorção nos dados coletados.[...]ver mais
Vamos torcer por essa seca
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A Minha Atencao!
Proteção de nascentes e margens de rios
Por que reflorestar as margens de rios e nascentes é tão importante?
Leiam os jornais
Li nos jornalões que o Alckmin vai dar desconto de até 30% para quem economizar água.
Não é uma maravilha?
O fato da Sabesp ser a maior anunciante do governo estadual e estarmos em ano eleitoral não tem nada a ver com isso.
E se faltar água, a culpa será do povo, que estimulado irresponsávelmente pela Dilma que deu 20% de desconto na conta de luz, toma banhos mais demorados e desperdiça água.
:
A SABESP é aquela empresa que
Parece que a história vai se repetir
Será que o provável apagão aquático vai cumprir o mesmo papel na próxima eleição para o governo paulista?
Falta d'água sem cobertura da mídia
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Com o mais baixo volume de chuva da história para o mês de dezembro, os reservatórios do Sistema Cantareira - principal fonte de abastecimento de água das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas - atingiram seu pior nível de armazenamento dos últimos 10 anos. Em uma época que eles deveriam ser recarregados, as represas estão com 25% de sua[...]ver mais
Ué! A Sabesp é administrada
Prenda-se, fuzile-se, enforque-se e esquarteje-se Lula, José Dirceu e mais quantos petistas encontrarem; são eles os culpados.
Se Dilma não tivesse feito a maldita parada técnica em Lisboa, isso não teria acontecido.
Convoque-se os black blocs... Joaquim Barbosa, quantas sumidades (!) estiverem a postos...
Como especialista amador em
No mesmo dia esses reservatórios vão ser enchidos (não sei de quê), no mesmo nível dos preços. Aí sim, haverá fartura de água, pois o povão, não conseguindo pagar as contas, vai tratar de economizar a dita.
E mais, vai sobrar verba para publicidades nas grandes metrópoles financistas, como em novaiorque, londres, onguecongue, etc. onde esses novos mandões vão apresentar a sua gestão.
Claro, se São Pedro der uma ajudinha ...
Culpa