terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ministério Público pede que Justiça limite uso do volume morto

EM SÃO PAULO

Ministério Público pede que Justiça limite uso do volume morto

Ação civil pública argumenta que a continuidade de retirada de água do Cantareira poderá trazer sérias implicações ao abastecimento público, levando a um "colapso do sistema", além de prejuízos ao meio ambiente e à saúde pública

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Fonte Normal

Cantareira
Ministério Público pede que Justiça limite uso do volume morto
PUBLICADO EM 06/10/14 - 22h17
O Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal de São Paulo pediram à Justiça que a Sabesp limite a retirada de água do sistema Cantareira e que vete o uso da segunda etapa do volume morto.

Segundo a ação, o uso da segunda etapa do volume morto, que a Sabesp trabalha para ser aprovada, deve ocorrer apenas excepcionalmente e para evitar o colapso no abastecimento.
A ação civil pública argumenta que a continuidade de retirada de água do Cantareira poderá trazer sérias implicações ao abastecimento público, levando a um "colapso do sistema", além de prejuízos ao meio ambiente e à saúde pública. A ação foi movida por promotores de Piracicaba e Campinas e por um dos procuradores de Piracicaba.
Entre os réus, a ação cita a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e a Sabesp.
A Sabesp espera poder usar a segunda fase do volume morto para atenuar a crise de abastecimento pela qual passa a região metropolitana de São Paulo.
Segundo o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, a primeira cota da reserva técnica do sistema Cantareira (que começou a ser usada em maio) deve se esgotar no dia 21 de novembro. Nesta segunda-feira (6), o nível do sistema Cantareira, já incluindo o volume morto, é de 5,8% de sua capacidade.
Já era esperado
A falta d'água em São Paulo já era esperado desde 2011. É o que mostra um relatório da Sabesp obtido pela Folha de S.Paulo.
Segundo o documento, a companhia estadual estava operando no ano anterior (2010) com deficit de 1.500 litros por segundo entre a demanda e a oferta de água estimadas para a região metropolitana. Segundo o estudo, só não faltou água porque a situação hidrológica era "favorável".
O relatório ainda diz que esse deficit tendia a aumentar nos anos seguintes, chegando a um máximo de 5.800 litros por segundo em 2015 --água suficiente para atender 1,7 milhão de pessoas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário