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BOAS PRÁTICAS
Uso e reuso da água no meio rural - Aproveitamento da Água Pluvial
3 de Maio de 2013
A água é um recurso natural essencial
para a sustentação da vida e do meio ambiente. Ela desempenha um papel
importante no processo de desenvolvimento econômico e social de um país,
sendo, historicamente, um dos principais limitantes para o crescimento e
desenvolvimento econômico de civilizações.
Existe uma tendência natural de aumento do uso da água no futuro,
seja pelo aumento populacional, culminando numa maior necessidade por
alimentos, seja pela disponibilidade de terras com aptidão para uso na
agricultura irrigada estimadas em 470 milhões de hectares.
Portanto, existe expectativa de aumento da demanda de água para o futuro próximo, mas não há previsão de aumento da água doce no planeta. Pelo contrário, os intermináveis desmatamentos e uso inadequado do solo têm mantido um elevado escoamento superficial com uma baixa reposição contínua dos mananciais e fontes hídricas.
A captação de água da chuva no meio rural tem se apresentado como uma alternativa viável e sustentável. Apesar de muito antigo, há atualmente um crescimento do interesse pela utilização desta prática em vários países do mundo. No Brasil, a captação começou a popularizar-se a partir da década de 1970, quando a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (EMBRAPA) começou a fazer algumas experiências no semiárido brasileiro.
Importância da Captação
Em Piracicaba, a disponibilidade de água por habitante é considerada baixa em relação ao que é recomendado pela ONU. Deste modo, a captação mostra-se uma alternativa interessante para muitas propriedades rurais da região. Existe essencialmente, três alternativas para aumentar o volume de água doce disponível: a dessalinização da água dos oceanos; o tratamento de águas poluídas; e a captação das águas da chuva, onde seria possível maximizar os reservatórios e estoques de água pelo uso inteligente da precipitação com um custo menor, muitas vezes viável para o produtor rural.
Quando eu posso usar água de captação?
No ambiente rural, a água pode ser utilizada de diversas maneiras. Dependendo da finalidade do uso, a legislação exige que a água atenda aos padrões de potabilidade do Ministério da Saúde. Porém, alguns usos não exigem que a água seja considerada potável.
Como não existe ainda uma normatização técnica sobre os sistemas de captação de água, é recomendado que estes sistemas só sejam utilizados em atividades que não exigem que a água seja considerada potável . Dentre as atividades que não precisam de água potável, podemos citar: descargas de vasos sanitários; irrigação de plantas e culturas agrícolas; lavagem de estábulos; lavagem de pisos e calçadas; lavagem de automóveis e máquinas agrícolas; fins paisagísticos (chafarizes, lagos artificiais, etc); isolamento térmico; recreação; combate a Incêndio entre outros.
Como funciona este sistema?
Um sistema de aproveitamento de água da chuva é relativamente simples de ser instalado. A água pluvial é captada nos telhados, lajes, quadras ou estacionamentos. Depois, ela é conduzida por um sistema que pode ser feito de muitos materiais diferentes, dependendo do investimento, como calhas, canos de pvc, ou até mesmo o bambu. A água coletada passa por um sistema de filtragem, que elimina a sujeira mais grosseira e os sólidos em suspensão. Enquanto a água limpa vai para a cisterna destinada para o aproveitamento da água, a sujeira é descartada pela filtragem.
As primeiras chuvas que caem lavam o local de coleta da água, portanto, esta água é muito suja para ser aproveitada e é encaminhada para um separador de primeiras águas, para que a mesma seja descartada em um período de tempo pré-estabelecido, evitando que a mesma seja conduzida para a cisterna.
Após a implantação do sistema de captação, é necessária que seja feita uma manutenção periódica visando manter as calhas limpas retirando folhas e outros materiais, limpar o filtro evitando uma queda de eficiência no processo de filtragem, escoar a água contida no armazenador de primeiras águas e atentar para o bom estado dos materiais usados para a confecção da estrutura, trocando-os quando for necessário.
Como saber se é viável?
A viabilidade do sistema depende de fatores importantes, como quantidade de chuvas, a área disponível para coleta de água e a demanda de água pelo produtor. Estes fatores devem ser muito bem estabelecidos para que o tamanho do reservatório não seja muito grande, e nem muito pequeno. Caso contrário, o sistema pode ser inviável economicamente.
Para ser viável um sistema de captação de água da chuva depende principalmente de três fatores: precipitação, área de coleta e demanda. O reservatório de água da chuva, sendo o principal componente do sistema, deve ser projetado de acordo com as necessidades do usuário e com a disponibilidade pluviométrica local para dimensioná-lo corretamente, sem inviabilizar economicamente o sistema.
O planejamento da utilização do sistema de aproveitamento de água pluvial é importante para averiguar a quantidade da água que poderá ser coletada e armazenada, para posteriormente determinar a necessidade de seu tratamento para que esta água seja adequadamente armazenada, filtrada, garantindo uma qualidade compatível com os usos previstos.

Os componentes podem ser descritos como: calha, para conduzir a água até a cisterna; reservatório de autolimpeza, para separação das primeiras águas com impurezas residuais do telhado; reservatório, para armazenamento da água captada; drenos de limpeza, para extravasar a água do reservatório quando necessário; clorador, para descontaminar a água pluvial armazenada e; sifão-ladrão, para escoar o excesso de água depois que o reservatório estiver totalmente cheio.
Bárbara Ribeiro de Andrade e João Pedro Aidar de Menezes
Grupo de Estudos e Práticas para o Uso Racional da Água – GEPURA, ESALQ/USP
Coordenação: Prof. Dr. Marcos Vinícius Folegatti, Prof. Dr. Fernando Campos Mendonça, Departamento de Engenharia de Biossistemas e Plínio Barbosa de Camargo, Divisão de Funcionamento de Ecossistemas Tropicais, do Laboratório de Ecologia Isotópica, CENA.
Portanto, existe expectativa de aumento da demanda de água para o futuro próximo, mas não há previsão de aumento da água doce no planeta. Pelo contrário, os intermináveis desmatamentos e uso inadequado do solo têm mantido um elevado escoamento superficial com uma baixa reposição contínua dos mananciais e fontes hídricas.
A captação de água da chuva no meio rural tem se apresentado como uma alternativa viável e sustentável. Apesar de muito antigo, há atualmente um crescimento do interesse pela utilização desta prática em vários países do mundo. No Brasil, a captação começou a popularizar-se a partir da década de 1970, quando a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (EMBRAPA) começou a fazer algumas experiências no semiárido brasileiro.
Importância da Captação
Em Piracicaba, a disponibilidade de água por habitante é considerada baixa em relação ao que é recomendado pela ONU. Deste modo, a captação mostra-se uma alternativa interessante para muitas propriedades rurais da região. Existe essencialmente, três alternativas para aumentar o volume de água doce disponível: a dessalinização da água dos oceanos; o tratamento de águas poluídas; e a captação das águas da chuva, onde seria possível maximizar os reservatórios e estoques de água pelo uso inteligente da precipitação com um custo menor, muitas vezes viável para o produtor rural.
Quando eu posso usar água de captação?
No ambiente rural, a água pode ser utilizada de diversas maneiras. Dependendo da finalidade do uso, a legislação exige que a água atenda aos padrões de potabilidade do Ministério da Saúde. Porém, alguns usos não exigem que a água seja considerada potável.
Como não existe ainda uma normatização técnica sobre os sistemas de captação de água, é recomendado que estes sistemas só sejam utilizados em atividades que não exigem que a água seja considerada potável . Dentre as atividades que não precisam de água potável, podemos citar: descargas de vasos sanitários; irrigação de plantas e culturas agrícolas; lavagem de estábulos; lavagem de pisos e calçadas; lavagem de automóveis e máquinas agrícolas; fins paisagísticos (chafarizes, lagos artificiais, etc); isolamento térmico; recreação; combate a Incêndio entre outros.
Como funciona este sistema?
Um sistema de aproveitamento de água da chuva é relativamente simples de ser instalado. A água pluvial é captada nos telhados, lajes, quadras ou estacionamentos. Depois, ela é conduzida por um sistema que pode ser feito de muitos materiais diferentes, dependendo do investimento, como calhas, canos de pvc, ou até mesmo o bambu. A água coletada passa por um sistema de filtragem, que elimina a sujeira mais grosseira e os sólidos em suspensão. Enquanto a água limpa vai para a cisterna destinada para o aproveitamento da água, a sujeira é descartada pela filtragem.
As primeiras chuvas que caem lavam o local de coleta da água, portanto, esta água é muito suja para ser aproveitada e é encaminhada para um separador de primeiras águas, para que a mesma seja descartada em um período de tempo pré-estabelecido, evitando que a mesma seja conduzida para a cisterna.
Após a implantação do sistema de captação, é necessária que seja feita uma manutenção periódica visando manter as calhas limpas retirando folhas e outros materiais, limpar o filtro evitando uma queda de eficiência no processo de filtragem, escoar a água contida no armazenador de primeiras águas e atentar para o bom estado dos materiais usados para a confecção da estrutura, trocando-os quando for necessário.
Como saber se é viável?
A viabilidade do sistema depende de fatores importantes, como quantidade de chuvas, a área disponível para coleta de água e a demanda de água pelo produtor. Estes fatores devem ser muito bem estabelecidos para que o tamanho do reservatório não seja muito grande, e nem muito pequeno. Caso contrário, o sistema pode ser inviável economicamente.
Para ser viável um sistema de captação de água da chuva depende principalmente de três fatores: precipitação, área de coleta e demanda. O reservatório de água da chuva, sendo o principal componente do sistema, deve ser projetado de acordo com as necessidades do usuário e com a disponibilidade pluviométrica local para dimensioná-lo corretamente, sem inviabilizar economicamente o sistema.
O planejamento da utilização do sistema de aproveitamento de água pluvial é importante para averiguar a quantidade da água que poderá ser coletada e armazenada, para posteriormente determinar a necessidade de seu tratamento para que esta água seja adequadamente armazenada, filtrada, garantindo uma qualidade compatível com os usos previstos.
Os componentes podem ser descritos como: calha, para conduzir a água até a cisterna; reservatório de autolimpeza, para separação das primeiras águas com impurezas residuais do telhado; reservatório, para armazenamento da água captada; drenos de limpeza, para extravasar a água do reservatório quando necessário; clorador, para descontaminar a água pluvial armazenada e; sifão-ladrão, para escoar o excesso de água depois que o reservatório estiver totalmente cheio.
Bárbara Ribeiro de Andrade e João Pedro Aidar de Menezes
Grupo de Estudos e Práticas para o Uso Racional da Água – GEPURA, ESALQ/USP
Coordenação: Prof. Dr. Marcos Vinícius Folegatti, Prof. Dr. Fernando Campos Mendonça, Departamento de Engenharia de Biossistemas e Plínio Barbosa de Camargo, Divisão de Funcionamento de Ecossistemas Tropicais, do Laboratório de Ecologia Isotópica, CENA.
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